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Ciclovia que caiu no Rio deveria ter resistência 12 vezes maior; reconstrução será feita pelo mesmo consórcio

É o que apontam estudos técnicos encomendados pela prefeitura do Rio

Agência Estado

Trecho de ciclovia caiu e deixou dois mortos em 21 de abrilFernando Frazão/Agência Brasil

Estudos técnicos encomendados pela prefeitura do Rio depois do acidente na ciclovia Tim Maia, entre Leblon e São Conrado, na zona sul do Rio, apontam que o trecho destruído ao ser atingido por forte onda deveria ter resistência 12 vezes maior.

A área da ciclovia conhecida como Gruta da Imprensa tinha estrutura de 0,55 toneladas por metro quadrado, segundo estudo do INPH (Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias). Se for reconstruído, como anunciou o prefeito Eduardo Paes (PMDB), o trecho terá que ter 6,6 toneladas por metro quadrado. A pressão exercida pela onda sobre a ciclovia na hora do acidente era de 3 toneladas por metro quadrado, ou seja, 5,4 vezes maior do que a ciclovia poderia suportar. O acidente aconteceu no dia 21 de abril e matou duas pessoas.

Estudos das ondas nos últimos cem anos na região apontam que a maior onda no período, chamada “centenária” teve pressão equivalente a 4,4 toneladas por metro quadrado. Para refazer o trecho, o engenheiro Domenico Accetta disse que é necessário aplicar um fator de segurança de 1,5, o que explica a recomendação de 6,6 toneladas por metro quadrado para o trecho a ser reconstruído. O INPH também sugere a utilização de um sistema de alerta que interrompa o funcionamento da ciclovia quando a intensidade das ondas aumentar.

Pesquisadores da Coppe (Coordenadoria de Programa de Pós Graduação da UFRJ) e do INPH participaram nessa quinta (19), ao lado do prefeito, de uma apresentação das primeiras conclusões dos estudos. Os técnicos da Coppe disseram que voltarão ao local do acidente para novas análises antes de apresentar o relatório final.

Paes disse não ter dúvida de que houve falha no projeto da ciclovia, mas lembrou que os culpados pelo acidente serão apontados por uma investigação policial.

— Houve um problema de projeto, mas caberá à polícia [apontar] a responsabilidade específica.

Quando concluídos, os estudos técnicos da Coppe e do INPH serão encaminhados aos policiais e peritos que trabalham no caso. A obras de reconstrução da ciclovia, informou o prefeito, serão feitas pelo mesmo consórcio construtor, Contemat-Concrejato, sem custos adicionais para a prefeitura.

Paes reiterou a intenção de reconstruir a ciclovia, mas não arriscou uma estimativa da data em que as obras podem ter início, muito menos quando poderão ser concluídas.

— Eu já sabia há algum tempo que a ciclovia pode ser recuperada e agora vemos que a solução estrutural pode ser mais simples do que se imaginava, que provavelmente não será necessário alterar o trajeto.

O prefeito disse torcer para que a ciclovia seja reaberta até a Olimpíada, mas reconheceu que seria o “otimismo dos otimismos”.

— Não é a Olimpíada que vai nortear o início e a duração das obras.

Indenização às vítimas

Segundo Paes, a prefeitura está em fase final de negociação com a família do engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, para que seja indenizada pelo acidente. No caso da outra vítima, o gari comunitário Ronaldo Severino da Silva, a prefeitura aguarda a manifestação da viúva, por meio da Defensoria Pública.

Inicialmente, as indenizações serão pagas pela prefeitura, mas, se for comprovada a responsabilidade das empresas construtoras, o município cobrará do consórcio.

— A empresa terá que responder por seus atos, se for responsável [pelo acidente], como acredito que seja. A prefeitura vai pagar as indenizações e, se a responsabilidade [do consórcio] se consolidar, vamos cobrar da empresa. As indenizações não resolvem a dor das famílias, mas queremos evitar que elas tenham que brigar na Justiça por uma reparação que é justa.

O prefeito anunciou que o elevado do Joá, obra da prefeitura na mesma região do acidente, será inaugurado no prazo de 15 dias, mas que a ciclovia da praia do Pepino ainda não entrará em funcionamento. Técnicos da prefeitura farão novos testes de segurança antes da inauguração da ciclovia.

 

Caetano e Erasmo se apresentam em ocupação contra fim do Ministério da Cultura

Palácio Capanema está ocupado desde a segunda (16). Outros artistas se apresentam hoje.Caetano Veloso e Erasmo Carlos se apresentaram na noite desta sexta-feira (20) no Palácio Capanema, no centro do Rio. Ocupado desde a segunda-feira (16) por artistas e coletivos do Rio, o Capanema abrigava o Ministério da Cultura no Rio.  A organização do Ocupa MinC RJ diz que ao menos 20 mil pessoas assistem aos showsPróxima

Caetano Veloso e Erasmo Carlos se apresentaram na noite desta sexta-feira (20) no Palácio Capanema, no centro do Rio. Ocupado desde a segunda-feira (16) por artistas e coletivos do Rio, o Capanema abrigava o Ministério da Cultura no Rio. A organização do Ocupa MinC RJ diz que ao menos 20 mil pessoas assistem aos shows

Foto: Kati Tortorelli / OcupaMincRJ

 

Após frente fria, temperatura sobe e chuva deixa o Rio no fim de semana

Mas, a previsão é de que frente fria cause chuvas na segunda (23); há alerta de ressaca

R7 Página Inicial

  • Após passagem de frente fria que provocou chuvas na cidade do Rio de Janeiro desde o começo da semana, o carioca se encontrou com o sol no final da manhã desta sexta-feira (20). É verdade que ele surgiu 'tímido', entre nuvens, mas bastou que desse um pouquinho as caras para que os banhistas corressem às praiasPróxima

Após passagem de frente fria que provocou chuvas na cidade do Rio de Janeiro desde o começo da semana, o carioca se encontrou com o sol no final da manhã desta sexta-feira (20). É verdade que ele surgiu “tímido”, entre nuvens, mas bastou que desse um pouquinho as caras para que os banhistas corressem às praias

Foto: ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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