27/06/2016 Rio de Janeiro – TV VK RIO


  • 27 jun 2016

HOJE É A VEZ DE A FAMÍLIA DE GISELE CHORAR

Médica morta na Linha Vermelha voltava do trabalho quando foi atacada. Policiamento de vias expressas era promessa de Beltrame

Na véspera do Dia das Mães, a jovem Ana Beatriz Frade morreu num assalto na Linha Amarela, e houve promessa de reforço no patrulhamento das vias expressas. Menos de 50 dias depois, a família da doutora Gisele Palhares, de 34 anos, convive com o mesmo sofrimento. A dermatologista morava na Barra e fazia questão de atender os pacientes de Nova Iguaçu, onde nasceu. O tiro que tirou a vida de Gisele Palhares Gouvêa, de 34 anos, destruiu mais uma família, interrompeu sonhos e vai deixar centenas de pessoas sem os cuidados da médica dedicada. Nascida e criada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Gisele morava na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, mas ia todos os dias cuidar de pacientes da Clínica da Família de Vila Cava, bairro onde nasceu. Na noite de sábado, a médica foi baleada e morta numa tentativa de assalto, quando voltava da inauguração de um Centro de Acolhimento ao Deficiente em Nova Iguaçu.

getimage
O carro da médica que ela pensava em blindar

Em choque, o marido de Gisele, o cirurgião Renato Palhares, de 38, fez um apelo direto ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame:

— Espero que as autoridades repensem a segurança do estado. Peço diretamente ao secretário José Mariano Beltrame, que conhecia a mim e a Gisele, que tome providências. Tiraram uma vida de forma brutal. Esses bandidos não podem ficar impunes.

PROMESSA NÃO CUMPRIDA

O que o médico não sabia é que Gisele pode ter sido vítima do descumprimento de uma antiga promessa do próprio secretário. Depois de a jovem Ana Beatriz Frade, de 17 anos, ter sido baleada e morta na Linha Amarela, há menos de dois meses, Beltrame anunciou pela quarta vez que reforçaria o policiamento nas vias expressas com motocicletas. A primeira vez fora em 2010.

Ontem, porém, por volta de meio-dia, havia apenas uma viatura com dois policiais militares em quase 22 quilômetros da Linha Vermelha. Além disso, as quatro cabines de policiamento da via estavam vazias. Procurado pelo EXTRA, o secretário não se pronunciou.

Ao saber do crime, o governador em exercício Francisco Dornelles foi sucinto:

getimage (1).jpg
— Que desastre. Está muito grave a crise na segurança.

 

  • 27 jun 2016

‘Parece que estou em um pesadelo’

RENATO PALHARES Médico, 38 anos, marido de Gisele

getimage (4)
Minha mulher era um anjo. Não precisava trabalhar, porque eu poderia sustentar a família, mas ela fazia questão de ir para Nova Iguaçu para ajudar e cuidar das pessoas mais necessitadas. Ficava mais feliz lá do que trancada em um consultório na Barra. Era uma médica excelente, superquerida por todos. Mais uma vida que acabou ceifada de maneira brutal. Estou abismado com a violência no Rio e peço que as autoridades repensem a segurança no estado. Não podemos viver nessas condições. Esses marginais têm que pagar. Peço às autoridades, ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, que esse não seja mais um caso impune. Nunca achei que fosse chegar até mim, mas aconteceu com a minha esposa, a pessoa que eu mais amava no mundo. Minha ficha já caiu, parece que estou em um pesadelo.

 

  • 27 jun 2016

Família doa as córneas de Gisele, como ela queria

Mesmo depois de morta, Gisele vai continuar a fazer o que sempre prezou: ajudar os outros. A família optou por doar as córneas da médica para cumprir um desejo que ela manifestou em vida.

getimage (5)
Renato e Gisele em viagem ao exterior: medo da violência

Muito abalado, o pai da médica, o aposentado Uzias Moura Gouvêa, de 75 anos, ressaltou a solidariedade da filha e também criticou a falta de segurança:

— Ela não podia ver ninguém sofrendo que sofria junto. Lutou tanto para se formar e ajudar os outros. Já nossas autoridades estão mais preocupadas com a Olimpíada e obras faraônicas. Estamos à mercê da própria sorte. Eu perdi uma joia.

Gisele se formou em Medicina na Universidade de Nova Iguaçu (Unig) e se especializou em Dermatologia. Ela era diretora médica da Clínica da Família de Vila de Cava, bairro onde a família mora.

De acordo com o marido, Gisele ia todos os dias ao município da Baixada e, por causa da violência nas vias expressas, ele já tinha pensado em comprar um carro blindado para a mulher.

— Viajamos para a França recentemente e a violência do Rio tem repercutido muito lá fora. Estávamos conversando sobre isso e falei da necessidade de comprar um carro blindado. Eu já queria ter dado um, mas ela gostava do dela. A Gisele ia muito a Nova Iguaçu, e voltava de lá muito feliz. Eu sabia que ela não poderia ficar ilhada na Barra, só que, no caminho, tem um problema: a “faixa de Gaza” que são a linhas Vermelha e Amarela — afirmou Renato Palhares, que estava com Gisele há 14 anos.

 

  • 27 jun 2016

Estação do BRT em Santa Cruz é depredada após baile funk

Consórcio informa que prejuízo com o vandalismo no local chega a R$ 25 mil

A ação de vândalos aconteceu às 2h30m de domingo na estação Gastão Rangel, deixando vidros e monitores quebrados. Uma estação do BRT Transoeste, que liga Santa Cruz à Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, voltou a sofrer depredações na madrugada do último domingo. De acordo com testemunhas, a ação aconteceu por volta de 2h30m na estação Gastão Rangel, que fica em Santa Cruz.

getimage (2)
Grupo de jovens usou pedras para destruir portas da estação

O quebra-quebra foi promovido por jovens que estariam voltando de um baile funk na região, de acordo com informações da polícia. Foram vandalizadas as saídas de emergência, que tiveram os vidros das portas totalmente quebrados, telões de TV e até uma máquina de refrigerantes ficaram completamente destruídos.

A ocorrência foi registrada na 36ª DP (Santa Cruz). De acordo com informações da delegacia, um grupo com mais de cem jovens, na maioria homens, participou da ação. No momento em que os jovens destruíam a estação, integrantes do grupo também assaltaram um rapaz que passava pelo local. A vítima fez o boletim de ocorrência logo após a ação. Ninguém foi detido.

De acordo com o Consórcio BRT, que administra o corredor, os prejuízos com o vandalismo na estação chegam a R$ 25 mil. O consórcio afirma ainda que gasta mensalmente R$ 150 mil para fazer consertos provocados por vandalismo nas estações. Somente em 2015, por exemplo, esse prejuízo custou R$ 1,25 milhão ao BRT Rio. Casos de vandalismo em portas automáticas e vidros fixos geraram cerca de 20 mil pedidos de conserto no período de um ano.

Segundo a diretora de Relações Institucionais do BRT, Suzy Balloussier, o vandalismo constante das estações interfere na capacidade de investimento do consórcio.
— Isso prejudica muito, na medida em que precisamos contingenciar parte da nossa receita para garantir a recuperação das estações rapidamente, de forma a minimizar o transtorno e o desconforto para nossos clientes

 

  • 27 jun 2016

PM da escolta de Paes morre em assalto

Agente era da equipe do prefeito Eduardo Paes; Denilson deixa dois filhos

O primeiro tenente da polícia militar Denilson Theodoro de Souza, de 48 anos, foi morto em uma tentativa de assalto, na manhã de ontem, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. O agente, que estava de folga no momento do assalto, fazia parte da equipe de segurança do prefeito do Rio Eduardo Paes há quatro anos.

getimage (3)
O carro de Denilson foi abordado pelos bandidos na Pavuna

Em nota, o prefeito lamentou a morte do policial e se solidarizou com a a família da vítima.

“É muito ruim, muito triste. Quero me solidarizar com a família dele. Lamento imensamente a perda de uma pessoa da nossa equipe e que até ontem era responsável pela minha segurança”, afirmou o Eduardo Paes.

Segundo policiais militares que estavam registrando a ocorrência na 39º DP (Pavuna) na manhã de domingo, Denilson estaria levando um parente na casa do sogro, na rua Sargento Antônio Ernesto, quando a tentativa de assalto aconteceu.

Ao chegar na rua, o carro da família do policial foi abordado por quatro bandidos, que já tinham roubado outro veículo anteriormente. Quando os homens constataram que o motorista era um policial militar, abriram fogo, atingindo a cabeça e o braço do PM.

O primeiro tenente chegou a ser socorrido e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar, mas não sobreviveu. Denilson era casado e deixa dois filhos, de 16 anos e 9 anos. O caso foi registrado na 39ª (Pavuna) e as investigações serão conduzidas pela Divisão de Homicídios da Capital (DH).

 

  • 27 jun 2016

Bandidos roubam carros na Av. Brasil

Pelo menos dois motoristas tiveram seus veículos roubados, no início da noite de ontem, na Avenida Brasil, pista sentido Centro, na Zona Norte do Rio. Um deles teve o carro levado no bairro de Guadalupe, na altura do supermercado Prezunic.

A vítima registrou a ocorrência na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). Um casal também teve um Voyage roubado na via, em Barros Filho, em frente ao Morro do Chaves. Na abordagem, o homem levou uma coronhada na cabeça. Ele foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região e liberado. O caso foi registrado na 40ª DP (Honório Gurgel).

O trânsito ficou parado no trecho da via, gerando pânico em quem passava pelo local. Nas redes sociais, internautas falam em arrastão, apesar de a PM e a Polícia Civil não confirmarem. As viaturas foram ao local, mas não encontraram mais nada.

 

  • 27 jun 2016

Menino de 11 anos morto por guarda

Um menino de 11 anos foi morto pela Guarda Civil Metropolitana durante uma perseguição na zona leste da capital. Segundo a Polícia Civil, o menino e mais dois assaltantes haviam roubado um Chevette. Na fuga, eles não teriam obedecido ao pedido de parada. Um dos guardas atirou quatro vezes contra o carro e o menino foi atingido. O guarda pagou fiança e vai responder em liberdade. Este é o segundo caso em três semanas em que agentes de segurança pública em São Paulo matam crianças supostamente envolvidas em delitos criminosos.

 

  • 27 jun 2016

NO CLÁSSICO DOS ERROS, TRICOLORES AGRADECEM

Fluminense interrompe série de duas derrotas ao vencer rubro-negros. Arão faz contra e Vaz dá passe para Richarlison

No jogo dos erros, a soberba de Rafael Vaz decretou a derrota do Flamengo para o Fluminense na Arenas das Dunas, por 2 a 1. O resultado interrompeu a escalada rubro-negra no G-4 e ressuscitou o Tricolor, que parou de se aproximar da zona de rebaixamento.

getimage (6)

Não bastasse a patética atrasada de bola do zagueiro, com assistência para o gol de Richarlison, Willian Arão marcou contra. Mantendo o padrão de lambanças, Gum ajeitou a bola para Paolo Guerrero deixar o seu na volta ao Flamengo.

O caô acabou, no entanto, para Richarlison, de 19 anos, que já vinha sendo criticado pela falta de gols. E nada melhor do que dar a volta por cima em um clássico, justamente no primeiro Fla-Flu após a saída de Fred.

— Falei com minha família e meus amigos que ia marcar no clássico. Só tenho a agradecer a eles. Refresquei a cabeça e, hoje, pude fazer o primeiro gol pelo Fluminense — comemorou o jovem.

Do lado rubro-negro, Réver saiu em defesa do companheiro Vaz, mas deixou clara a frustração pelo excesso de erros na partida.

— Ele não errou sozinho, erramos todos, e temos que apagar o que fizemos aqui. A sorte estava do lado deles — lamentou o zagueiro.

O clássico teve dois tempos distintos. No primeiro, o Flamengo demonstrou incompetência ofensiva ao não conseguir fazer gols em diversas oportunidades. Na segunda etapa, o Fluminense melhorou e expôs as falhas defensivas do rival. Depois do gol contra de Arão, Guerrero empatou. Aos 30 minutos, porém, Vaz entregou.


O Fluminense, agora, pega o São Paulo, enquanto o Flamengo encara o Inter.

 

  • 27 jun 2016

Identidade e vida roubadas pelo crime

Jovem de Nilópolis tem dados usados por homem processado por roubo e homicídio, e é preso em seu lugar

O sonho de ser policial militar ficou no passado. E é lá também onde o comerciante Luiz Henrique Silva Roque, de 25 anos, tenta enterrar os fantasmas de quatro anos atrás, quando foi preso pela primeira vez, após ter os dados pessoais usados por um miliciano da Zona Oeste do Rio. Mesmo com a prisão do bandido, conhecido como Cara de Cavalo, no Maranhão, em 2013, o seu pesadelo ainda não acabou.

getimage (9)

Vi que não era ele na foto do processo>> Angélica mãe de Luiz Serviram comida azeda e dormi no molhado>> Luiz comerciante

— Não posso fazer mais nada. Minha vida parou — lamenta o jovem, que mora e trabalha em Nilópolis.

Luiz Henrique foi preso em 5 de novembro de 2012. A intimação para comparecer ao Fórum de Nilópolis lhe pareceu um convite para compor um júri popular. Porém, a 2ª Vara Criminal havia expedido um mandado de prisão preventiva em seu nome por homicídio qualificado e roubo. Ele foi levado para Bangu 2, no Complexo de Gericinó, e depois para o presídio João Carlos da Silva, em Japeri.

— Não desejo isso a ninguém. Fiquei numa cela que não tinha nem dois metros quadrados com 30 pessoas. Comi comida azeda e dormi no chão molhado, sem cobertor — lembrou.

Ele só foi libertado, seis dias depois, porque sua mãe teve acesso ao processo criminal e viu que, embora o nome fosse o mesmo, a foto que identificava o criminoso não era a do seu Luiz Henrique.

— Mostrei ao defensor público que quem estava na foto não era meu filho. Mesmo assim ele ficou seis dias lá — conta a pedagoga Angélica Duarte, de 40 anos.

Ela acredita que o verdadeiro autor dos crimes esteja usando os dados da identidade de Luiz Henrique:

— Ele perdeu os documentos antes de fazer 18 anos.

Na terça-feira passada, Luiz Henrique reviveu o drama: foi algemado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em uma blitz na Rodovia Rio-Santos, em Itaguaí. Só foi liberado na 50ª DP:

getimage (10).jpggetimage (11).jpg
— Pedi para tirarem meu nome do processo, mas o juiz alega que, se tirar, inocenta o verdadeiro criminoso. Estou pensando em mudar meu nome. Não me sinto livre ainda.

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s