Cemitério da Zona Oeste do Rio tem sacos com ossada entre as covas


21/06/2016 06h10 – Atualizado em 21/06/2016 06h10

Ossos e até crânios estavam espalhados em sacos na sexta (17).
Alguns sacos estavam rasgados e mau cheiro tomava conta do local.

Janaína Carvalho

Do G1 Rio

Sacos pretos com ossadas são vistos ao lado de covas no cemitério do Murundu, em Realengo (Foto: Janaína Carvalho / G1)Sacos pretos com ossadas são vistos ao lado de covas no cemitério do Murundu, em Realengo (Foto: Janaína Carvalho / G1)

A imagem chama atenção logo na entrada do cemitério do Murundu, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Túmulos mal conservados, quebrados e com sinais de violação são comuns no local. No entanto, o que mais choca são os sacos pretos espalhados pelo local com ossadas. Basta andar cerca de 500 metros, após passar do portão de entrada, para se deparar com os sacos ao lado de sepulturas humildes, mais conhecidas como covas rasas.

Cova aberta exala mau cheiro e tem restos de roupas e resíduos (Foto: Janaína Carvalho / G1)Cova aberta exala mau cheiro e tem restos de roupas e resíduos (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Na manhã de sexta-feira (17), quando a equipe do G1 esteve no local, algumas delas possuíam apenas um nó na ponta e outras, ainda estavam rasgadas e com pedaços de ossos à mostra e até crânio. Em uma das covas ainda era possível ver pedaços de roupas e vestígios de ossos, que pareciam ser do cadáver, expostos a céu aberto.

Covas em mau estado de conservação são comuns em todo o cemitério (Foto: Janaína Carvalho / G1)Covas em mau estado de conservação são comuns em todo o cemitério (Foto: Janaína Carvalho / G1)

O cemitério inteiro possui covas entre os espaços dos jazigos perpétuos, mas é no local onde se concentram as dicas rasas que o abandono é mais evidente. Devido a grande quantidade de covas rasas, as cruzes que indicam o local onde os corpos foram sepultados se misturam à primeira vista.

Sacos pretos são vistos ao lado de várias covas recém-abertas (Foto: Janaína Carvalho / G1)Sacos pretos são vistos ao lado de várias covas recém-abertas (Foto: Janaína Carvalho / G1)

O mau cheiro do local também incomoda quem vai ao cemitério enterrar algum parente ou amigo. “Já enterrei parentes em outros lugares e não tinha esse cheiro. É bem ruim”, disse Antônia dos Santos, de 44 anos, que foi ao cemitério prestar solidariedade à família de um amigo que morreu na última quinta (16).

O G1 entrou em contato com a concessionária Reviver, responsável pela administração do cemitério. De acordo com a empresa, “dentro do trabalho diário do cemitério, há o procedimento referente às exumações, que seguem horários e dias pré-estabelecidos, em que os ossos sãos colocados em sacos pretos e etiquetados com os dados de identificação dos falecidos. Isso feito, eles são acondicionados nos ossuários dos cemitérios, conforme estabelece a lei”. A Reviver também explicou os sacos furados como sendo “restos de madeira dos caixões pós-exumação” e acrescentou que o “trabalho realizado segue todos os padrões de uma gestão profissional, baseada na boa prestação de serviço e no respeito aos adequados procedimentos cemiteriais”.

Ossos pontiagudos rasgaram parte dos sacos e outros estavam entreabertos. (Foto: Janaína Carvalho / G1)Ossos pontiagudos rasgaram parte dos sacos e outros estavam entreabertos. (Foto: Janaína Carvalho / G1)
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