Professora baleada no Rio é transferida para hospital particular


04/06/2016 10h31 – Atualizado em 04/06/2016 11h02

Subdiretora foi baleada em tentativa de assalto.
Criminosos teriam fugido de operação da polícia no Morro da Covanca.

Do G1 Rio

A professora Janete Rosa Nascimento, baleada nesta sexta-feira (3) com um tiro de raspão na barriga na Zona Norte do Rio, foi transferida para um hospital particular no Méier, na manhã deste sábado (4), como mostrou a GloboNews. Ela tinha sido levada para o Hospital Estadual Carlos Chagas, após receber os primeiros atendimentos em uma Clínica da Família.

A vítima é subdiretora da Escola Especial Favo de Mel, que funciona na Faetec Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Segundo o filho de Janete, a família tem esperança que ela receba alta nos próximos dias.

A professora foi baleada por um grupo de criminosos que fugia de uma operação realizada pela polícia no Morro da Covanca, na Praça Seca. De acordo com a polícia, eles teriam abordado a professora em uma tentativa de roubar o carro dela.

A professora ainda teria conseguido dirigir até uma Clínica da Família na região, onde recebeu os primeiros atendimentos. Segundo testemunhas, os criminosos estariam fortemente armados e teriam roubado outro carro e duas motos.

A insegurança na região onde a professora foi baleada não é um caso isolado. Em maio, o RJTV ouviu Raquel Cristina Santos, da Associação de Pais da Faetec. A filha dela havia sido assaltada dentro do próprio colégio à tarde. “A segurança aqui é zero. Policiamento é zero, é muito difícil”, conta a mãe.

Situação da Faetec é discutida na Alerj
Nesta sexta, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) discutiu a situação da Faetec com alunos, pais e servidores. Segundo os estudantes que ocupam os colégios e que cobram melhorias imediatas, presentes à reunião, um dos temas mais preocupantes apontados é a segurança.

Durante o encontro na Assembleia Legislativa, Jonathan Cadete, estudante da unidade onde houve o crime, disse que há relatos de estupros. “Qualquer um passa na portaria e não há nenhum controle”. Com a greve de terceirizados, cujas empresas tiveram os repasses do Estado interrompido, a situação teria sido agravada.

O novo presidente da Faetec, Alexandre Vieira, reconheceu problemas estruturais e disse que as melhorias dependiam da saída dos ocupantes, o que foi questionado pela aluna Eduarda Silva. “Por que é preciso que os alunos saiam? A necessidade é imediata”. Ele prometeu um plano de segurança dentro de seis meses.

Vieira afirmou que as reformas devem ser de R$ 15 mil por unidade, valor apontado como “vergonhoso” pela deputada Zeidan.

De acordo com o presidente da Comissão de educação da Casa, Comte Bittencourt (PPS), o Estado só executou 19% do valor previsto para as fundações. “É atraso em merenda, problemas de infra estrutura e os alunos estão reclamando com toda a razão. Alguns prédios estão em situação de total precariedade”.

O encontro começou por volta de 10h30 desta sexta-feira. Participaram do encontro os deputados Comte Bittencourt (PPS), Zeidan (PT), Waldeck Carneiro (PT), Eliomar Coelho (PSOL), Paulo Ramos (PSOL), Flávio Serafini (PSOL) e Tio Carlos (SD).

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