Rio 2016 terá distribuição recorde de preservativos para evitar DSTs e zika


26/05/2016 06h23 – Atualizado em 26/05/2016 06h23

Serão 450 mil preservativos para os integrantes de mais de 200 delegações.
Também serão distribuídos 175 mil sachês de lubrificante íntimo.

Cristina Boeckel Do G1 Rio

Preservativos são distribuídos gratuitamente em postos de saúde (Foto: Mariane Rossi / G1)
Preservativos serão distribuídos para atletas
(Foto: Mariane Rossi / G1)

 

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeirocontarão com distribuição de preservativos e lubrificantes recorde na história das competições. Os mais de 10 mil atletas e cerca de 7 mil membros de mais de 200 delegações que competirão terão à disposição 450 mil preservativos e 175 mil sachês com lubrificantes, segundo o Comitê Rio 2016.

O objetivo da distribuição é evitar que doenças sexualmente transmissíveis, incluindo as causadas pelo vírus da zika, se espalhem pelo mundo.

Ainda de acordo com o Comitê, o número de preservativos corresponde a três vezes o número distribuído nos Jogos de Londres, em 2012. Entre as 450 mil camisinhas que serão disponibilizadas, 100 mil delas são femininas.

Os preservativos serão distribuídos na clínica que ficará dentro da Vila Olímpica, responsável pelo atendimento aos membros das delegações hospedadas. Camisinhas e lubrificantes também estarão disponíveis para técnicos, diretores e outros integrantes das equipes.

Prevenção contra o vírus da zika
O uso de preservativos tenta evitar que o vírus da zika seja levado para seus países pelos membros das delegações.

De acordo com uma recomendação da Organização Mundial da Saúde do dia 18 de fevereiro, todos os homens e mulheres que circulam e retornam de regiões onde há a contaminação pela doença devem adotar “práticas sexuais seguras ou considerar a abstinência por um período de, pelo menos, quatro semanas” após estarem em áreas de risco de contaminação.

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças também recomenda que as pessoas que tenham viajado para as áreas afetadas pela doença usem preservativos em suas relações sexuais.

Vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Pixabay)
Vírus da zika é transmitido pelo mosquito Aedes
aegypti (Foto: Divulgação/Pixabay)

No último dia 13 de maio, a Alemanha registrou o seu primeiro caso de zika que foi transmitido por meio do contato sexual. De acordo com o Instituto Robert Koch, especializado em virologia, a pessoa infectada é uma mulher que manteve relações sexuais com seu parceiro sem proteção. O homem esteve em Porto Rico em abril e, após voltar para o país, começou a apresentar sintomas da doença. A mulher apresentou os primeiros sintomas do vírus da zika duas semanas depois do parceiro.

Mais de 43 mil casos suspeitos no RJ
De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, entre 1º de janeiro e 12 de maio deste ano foram notificados 43.506 casos suspeitos do vírus da zika no RJ. A doença registrou um pico de notificações durante os meses de janeiro e fevereiro e, desde então, os números vêm declinando.

O transmissor do vírus da zika, o mosquito Aedes aegypt, também é responsável pela dengue, que teve notificação de 59.512 casos desde o começo do ano, e a febre chikungunya, que teve 3.704 suspeitas notificadas no mesmo período.

 

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