Hospital Pedro Ernesto, começa a sair da crise aguda no Rio, diz diretor


Diretor teme não receber na sexta pagamento garantido na justiça.
Verba mensal obtida na justiça permitiu abertura e 120 leitos.

Do G1 Rio

 

 

Há meses, a crise no Hospital Universitário Pedro Ernesto, que é o hospital da Uerj, em Vila Isabel na Zona Norte do Rio, vem sendo mostrada pelo Bom Dia Rio. Sem dinheiro, o hospital tinha reduzido o atendimento, até cirurgias foram canceladas. Setores inteiros foram fechados por falta de condições: não tinha recurso. Mas uma ação judicial determinou que o estado liberasse R$ 7 milhões para o hospital voltar a funcionar.

O médico Edmar Santos, diretor do Hospital Pedro Ernesto, que chegou a anunciar o fechamento da unidade para junho, disse que a verba recebida mudou os planos e que pôde reprogramar o atendimento no hospital.

“O hospital começa a sair da crise aguda. Mas ele tem problemas crônicos. Em janeiro a gente estava limitado a 170 pacientes internados, que é metade da capacidade de 350 leitos, que é o número com o qual o hospital pretende trabalhar este ano, embora o potencial seja para 512 leitos. E esta semana atingimos mais 120 leitos, o que é um avanço considerável”, destacou o diretor.

O diretor disse ainda que com esses R$ 7 milhões já conseguiu recuperar os equipamentos de tomografia e ressonância magnética, que estavam quebrados. Além disso, o hospital vem conseguindo pagar os funcionários de empresas terceirizadas, por exemplo, que cuidam da limpeza da unidade. Eles estão com os salários em dia e o serviço está sendo realizado plenamente.

O hospital também inaugurou recentemente duas enfermarias, uma delas, de neurologia, que se transformou com o apoio da Secretaria de Saúde, um pólo de tratamento para a Doença de Guillain-Barré. E também um ambulatório específico da reumatologia para as dores crônicas secundárias da febre chikungunya, que atua em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas.

A ação civil pública foi movida pela Defensoria Pública que assegurou o pagamento da Secretaria de Fazenda ao hospital todo dia 27 de cada mês. Mas o diretor teme que a medida não seja cumprida este mês, o que complicaria esse avanço obtido rumo à meta de chegar a 350 leitos funcionando.

“A lei orçamentária previa para o hospital R$ 8,3 milhões por mês. E a gente entendendo a crise econômica do estado, fez um planejamento de curto prazo para conseguirmos viver com R$ 7 milhões, ou seja, estamos fazendo um corte de 15%. E apesar de toda crise em quatro meses, estamos com o hospital saindo da crise. Se nos derem condições mínimas de funcionamento, a gente leva isso. Até porque o corpo clínico e de funcionários do hospital está absolutamente coeso para prestar serviço à população”, disse o diretor.

Se esse repasse não for realizado nesta sexta-feira (27), diz Santos, há o risco de as empresas terceirizadas de limpeza, segurança, manutenção, alimentação, rouparia voltar a parar se não houver o pagamento regular. E pode comprometer todo o avanço do hospital conquistado até aqui, impedindo a unidade de chegar à meta de 512 leitos abertos para a população.

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