Fundação que vai gerir UPAs do estado do Rio prevê economia de 30%


25/05/2016 07h46 – Atualizado em 25/05/2016 07h46

Diretor diz que objetivo principal é melhorar o atendimento.
Organizações Sociais vão sair da função gradativamente.

Do G1 Rio

O diretor executivo da Fundação Saúde, João Paulo Veloso, explicou em entrevista nesta quarta-feira (25) no Bom Dia Rio as mudanças na gestão de Unidades de Pronto Atendimento estaduais no Rio. Ele prevê economia de até 30% com a saída das Organizações Sociais da função.

Segundo ele, o principal objetivo da Fundação Saúde é melhorar o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do estado, que deixarão de ser administradas pelas Organizações Sociais (OSs), conforme anunciado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles.

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“Na realidade, todos os funcionários que são das organizações sociais são funcionários da organização social, não nosso. Vão sair todos. Vamos fazer concurso para a contratação de funcionários para as UPAs. Estamos dimensionando o número de funcionários para que haja solução de continuidade no atendimento e haja qualidade, que é nosso objetivo. Não podemos parar de atender de jeito nenhum”, afirmou o secretário, ressaltando que as fundações que estão implantadas em todo o Brasil estão se mostrando mais eficientes e mais econômicas que as OSs.

Segundo Veloso, desde janeiro o estado reduziu os gastos com as OSs em cerca de 50% e, neste momento, o objetivo do governo é buscar a melhoria da qualidade com uma diminuição de custo. Ainda de acordo com ele, o gasto com as OSs varia muito sendo ela de hospitais ou de UPAs.

Além dos 50% de redução de gastos desde janeiro, a perspectiva é que o Estado economize mais 30% com essa mudança, pois não haverá mais o percentual que a OS ganha para administrar as unidades de saúde. Atualmente cada Organização Social ganha por UPA cerca de R$ 1 milhão. As OSs atendem aproximadamente 30 UPAs no estado, mas algumas são administradas por mais de uma Organização Social.

“O mais importante é que nesses momento, com a Fundação Saúde, que é um modelo de gestão diferente, é um modelo de gestão que não é totalmente público, porque nós temos facilidades de contratação. Mas é um modelo que claramente valoriza o funcionário que hoje já está no estado”, garantiu.

De acordo com Veloso, ainda não há definição do que será feito com as unidades hospitalares, porque são estruturas mais complexas. A intenção é que a Fundação Saúde se torne modelo de gestão e absorva todos os hospitais do estado.

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